


Meu Sherpa ja a bordo do Transatlantico "Queen Of Sucata"
Finalmente chagamos em Salvador, de onde captamos uma belissima vista de Nova York. Senti falta das torres gemeas e chorei por alguns segundos, quando meu Sherpa me chamou de viadinho. Ao fundo do lado de NYC, a famosa travessia de balsa que leva os judeus da ilha de Mahatan pra o Itapema, no Guaruja. Sem tempo, embarcamos em outra catraia até a China.
Em Salvador, muita emocao na vista de NYC sem o WTC.
Uma imagem inesquecivel nas muralhas da China: O canal do Panama que liga a Suissa ao Canada.
Bill Gates no seu Jet sky, o "IE 7.0" navegando na net e deixando um rastro de bugs.
Com tempo curto, passamos pelo Hawai e descobrimos que esse povo maconheiro ainda usa o Titanic pra ir ate o Niteroi. Na verdade ele faz a volta ao mundo nessa travessia. Ele é muito alto e nao passa por baixo da ponte.
Titanic carregado de Vascainos faz um atalho.
Finalmente quase a volta pra casa. Meu Sherpa antecipou a viagem por motivos tecnicos: "TÔ com fome, Pai!" No Pentagono (USA) , os sinais do ataque de 11/09.
O Pentagono: Todo fudido mas sem pixacoes.

Ja no Brasil , deixamos a charmosa praia de Ipanema e voltamos a Santos.
Por enquanto é só.

O Douglas DC-3 taxia trepidando e exalando gasolina* pela pista. Um de seus passageiros parece bastante desconfortável com a idéia de voar dentro de uma maquina tão barulhenta e com uma boa par de anos de idade sobre as asas. O interior do aparelho tem colunas de alumínio cravejadas de rebites novos e brilhantes contrastando com o antigo forro de fundo vinho e com pequenos brasões da PanAm espalhados em cruz, carimbados num padrão não casual. O homem apalpa o bolso de seu paletó, conferindo pela milésima vez, portar o pequeno saco de tecido onde há poucas horas atrás foram colocadas algumas pequenas pedras e um punhado de areia da Terra Santa. Um aviso sobre a porta da cabine dos pilotos informa que os cintos devem ser travados. Uma solícita aeromoça, percorre os cerca de 20 lugares ocupados da aeronave quando nota a apreensão do passageiro e confere com atenção o fecho do cinto, como se o ato confortasse o breve viajante:
- Não se preocupe senhor, o vôo será tranqüilo. É sua primeira viajem?
Num sorriso fechado, o passageiro balança negativamente a cabeça, enquanto confere o bolso já virando-se para a janela. E o avião decolou.
Essa foi uma fantástica aventura do destemido Homem Silencioso em Israel.
*Thanks Alberto.


Subo as escadas em terra, dei uma boa olhada de onde estava. O Moinho Paulista destacava-se logo a minha frente, numa construção imponente e moderna. Calculei estar na década de 40, mas não soube precisar em que ano. O lugar era movimentado, caminhões, carroças, carros, bondes elétricos e também um bom numero de bicicletas, todos chegando ou partindo . Havia poeira de areia lambendo o rosto e lama em guias para sujar os sapatos, era preciso atenção e um lenço no bolso.
Notei que desembarcavam muitos trabalhadores de Vicente de Carvalho pelos "Táxis Marítimos". Foi curioso ver os estivadores e obreiros conferirem o horário em um grande relógio branco no alto de um poste de ferro fundido, situado na lateral de uma cobertura de embarque de bondes. Era um ato corriqueiro: eles olhavam o horário e ajustavam seus próprios relógios de bolso, seguindo o destino planejado.


Fotos
http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendasnm.htm
http://wrueda.fotoblog.uol.com.br/


Jê muito doido na festa de fim de ano da firma.
Jesus me vê passando puxando uma pequena carroça cheia de tonéis de vinho.
- Onde vais Velho?
- Porra Jê, foi bom te trombar. Dá uma força aqui que esse peso tá foda...
O filho de deus apóia um dos braços da carroça e me ajuda:
- Mas pra que tanto vinho afinal?
- Não soube?! Festa do Didi hoje! Vai rolar a festa do Rabo vermelho!!
- Que Didi?? - Fala Jesus já meio esbaforido.
- O Diabo. É que ele ficou gente fina e agora a gente chama ele de Didi.
Jesus larga imediatamente o apoio da carroça e com o peso ela pende pra trás:
- CARALHO Jê!! Segura que essa porra vai virar!!
A carga despenca e vários tonéis rolam ladeira abaixo pela montanha em direção a Galileia. Estou inconsolável:
- Putaquipariu, tô fudido!! O Didi vai me matar! - Jesus limpa as mãos suadas na própria túnica e justifica:
- Eu carrego você e todo peso do mundo nas costas se for preciso.
- To vendo! E largou a porra da carroça sem me avisar!
- Velho, lhe asseguro que o fardo do Diabo você não vai querer carregar. Vai por mim.


